Principais recortes na Espanha

A Espanha vai ser o quarto país a pedir resgate ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) criado especialmente para reestruturar a zona do euro depois da crise de 2009.

Grécia, Irlanda e Portugal já tiveram ajuda externa para cumprir com suas obrigações frente aos credores. Agora é a vez da Espanha.

O presidente do governo, Mariano Rajoy, está acatando as medidas de ajustes impostas pela União Europeia para conseguir receber ajuda monetária de até 100 milhões de euros, conforme publicado na imprensa local.

Estão a ser adotadas medidas austeras, totalmente diferentes daquelas pronunciadas durante a campanha política.

Até o momento, as principais medidas de recortes são:

Seguro Desemprego: a base de cálculo passa a ser feita sobre os últimos 180 meses de contribuição – será pago 70% da média, que a partir do sétimo mês será reduzida a 50%.

A média paga aos desempregados passa a ser de 813 euros ao mês e o período máximo continua de dois anos. A ajuda econômica ao final do período do seguro desemprego (máximo por 21 meses) segue vigente no valor de 497 euros para aqueles que não têm filhos e de 664,74 para os que têm filhos.

– Recorte na lei de dependência: diminuição de valores e de categorias na ajuda às pessoas idosas e deficientes físicos, que se somam às pensões caso as tenham. O valor mínimo pago passa a ser de 153 euros e o máximo de 715,07 euros.-

– Aponsentadoria: por enquanto, ainda não mexeram com as pensões daqueles que já estão aposentados. Mas aqueles que ainda vão aposentar-se vão ter que trabalhar mais e vão encontrar outra realidade a partir de 2013. Para receber a aposentaria completa terão que contribuir 35 anos.

– Recorte nos salários dos funcionários públicos: deixarão de receber o pagamento extra do Natal, também poderão ser transferidos. Eles ainda tiveram aumento na carga horária de trabalho deles.

– Aumento do IVA: o imposto sobre o valor agregado, que todos pagamos quando compramos algo, sobe de 18% a 21% e das categorias de valor reduzido passam de 8% a 10%.  E muitas categorias deixarão de ser “especial” e entram na categoria de 21%.

– Reforma na Seguridade Social: exclusão de medicamentos na lista de subvencionados pelo governo; retirada do cartão de saúde dos imigrantes em situação irregular; pagamento pelas receitas e os valores dos remédios passam a ser subvencionados segundo a renda pessoal.

Pobreza na Espanha

Esses e muitos outros decretos reais já estão em vigor ou entrarão no dia 1º de setembro de 2012 ou em 2013. Continua alto o número de desemprego e a saída de jovens a outros países.

Mas, por enquanto, o aumento da pobreza, em Barcelona, é visível nas ruas apenas pelos “catadores de lixo e reciclados” e alguns mendigos, nestes casos, normalmente são estrangeiros, e também no número de lojas antigas que fecharam as portas.

Isso sem falar do aumento do número de bares administrados por chinos.

Qualidade de vida

Porém, a partir de setembro, as coisas poderão piorar. Mas, mesmo assim, a situação da Espanha está longe daquela que eu deixei no Brasil há seis anos. Ainda é seguro e barato viver aqui.

A seguridade social, atenção ao idoso e o seguro desemprego, mesmo cheios de recortes, são muito melhores.

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