Greve Geral na Espanha – 14-N

Greve Geral na Espanha

Uma multidão de 110 mil pessoas se reuniram no centro de Barcelona

A greve geral na Espanha de 14 de novembro de 2012 (14-N), a segunda do Governo Geral de Rajoy, de acordo com informações da mídia local, teve a participação de mais de 75%, segundo os sindicatos de trabalhadores e um 12%, segundo o patronal.

A televisão mostrou imagens de violência policial, porém elas são nada menos que uma ação comum da brigada antidistúrbios. Segundo informações do jornal El País, 142 pessoas foram presas e 74 ficaram feridas, sendo que destas 43 eram policiais.

Estes números, quando comparados com a greve geral do dia 23 de março de 2012, demonstram que houve uma redução no uso de violência.

Como sempre, os piquetes fizeram de tudo para que as pessoas não fossem trabalhar: barricadas, plantão na porta de empresas, uso de silicone nas ferraduras entre outras ações.

Isto ocorre porque muita gente tem medo de exercer o direito de fazer greve, para não ficar marcado pelo chefe, ou simplesmente, porque não pode abrir mão dos descontos que serão efetuados no salário.

Por outro lado, algumas cidades tentaram mascarar a diminuição do uso de energia elétrica, ao acender as luzes públicas em pleno dia. O consumo de energia elétrica é um medidor da greve geral, que registrou uma diminuição no consumo de 12,5%.

Porém, este consumo não pode ser comparado ao da greve geral anterior, já que agora é inverno e o uso de energia é mais alto devido ao uso de inúmeros aparelhos para aquecer o ambiente.

Segundo o sindicato de trabalhadores, muitos países da Europa também se manifestaram em solidariedade à Espanha, todos em contra dos abusivos recortes solicitados aos países que necessitam ajuda financeira.

Na Espanha, a greve geral acabou com uma manifestação que reuniu 110 mil pessoas em Catalunha, e outras 35 mil em Madri e Valência.

Quando acabou a manifestação, a brigada antidistúrbios usou os métodos habituais para dispersar toda essa multidão: balas de borracha. Assim, se evita a ocupação de praças públicas como já ocorrido ou até mesmo problemas de vandalismo.

Apesar dessa multidão estar de acordo que reduzir os gastos às custas do bem estar da população não é o caminho mais correto, muitos estão perdendo a esperança, já que parece ser que a voz do povo está sendo ignorada pelos políticos.

Você acha que manifestações como esta podem trazer resultados positivos para o trabalhador?

Qual é o caminho para resolver os problemas sociais causados pelos cortes recentes na saúde, na educação e até mesmo nos salários dos trabalhadores?

Como aproveitar a mão de obra de seis milhões de espanhóis desempregados, conforme as previsões para 2013?

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