A difícil tarefa de ser mãe de um bebê

contato entre a mãe e o bebê

A importância do vínculo entre mãe e filho

Um bebê precisa de tanto cuidado, mas tanto que sua mamãe deixa de “existir” um tempo para poder cuidá-lo. Às vezes o bebê precisa de cuidado ainda quando está no útero, o ato de desenvolver-se pode causar variadas moléstias na sua mamãe, desde um pequeno mal estar até os incômodos vômitos, que em algumas mulheres duram mais e noutras menos, ou até mesmo problemas mais sérios.

Depois que nascem e são tão pequenininhos e frágeis, coisas tão cotidianas e básicas como se alimentar, ir ao banheiro ou tomar banho passam a ser um presente para a mamãe, que deixa de ter tempo para si mesma. Para repousar então, a mamãe tem que dormir junto com o bebê, colocando-o na cama matrimonial ou num berço bem juntinho de sua cama para evitar despertar-se ao ter que se levantar para ir até o outro quarto cada meia hora, uma hora ou duas para amamentá-lo ou dar a mamadeira, segundo as necessidades de cada bebê. Já a melhor solução durante o dia é tirar uma soneca junto com o bebê, sempre que isso for possível.

Claro que algumas mães têm a sorte de terem bebês que dormem muito ou ficam horas com apenas uma mamadeira ou uma mamada, enquanto outras são mais radicais e deixam eles aguentarem sozinhos até que o cansaço ou o choro os façam cair no sono, enquanto nós adultos procuramos ter sempre uma companhia ao lado porque não gostamos de estar sós… pois imagina só um bebê, tudo para ele é novo, os sons, as luzes, os barulhos, as pessoas… ele precisa muito do aconchego de sua mãe!

lactância materna

Amamentar é algo sublime

Neste contexto, entra a amamentação que além de possibilitar que a mãe alimente o seu bebê com o melhor alimento, proporciona a segurança inicial que os bebês tanto desejam e precisam. Nos primeiros meses de vida tudo o que o bebê deseja é estar com a sua mamãe e sentir-se seguro como antes estava no útero. Por isso, amamentar é algo sublime ao mesmo tempo que dolorido, sendo o oposto a ter espaço vital. Dar de mamar a um bebê tem seus estigmas, mas também cria o tão valorizado laço entre mãe e filho, tão importante para a vida de adulto deste bebê.

Porém, a licença maternidade é muito curta no Brasil assim como na Espanha, enquanto outros países valorizam melhor esta etapa da vida humana. Por isso, nem todas as mamães podem estar tanto tempo cuidando de seus bebês até que eles possam conhecer um pouco mais do mundo ou até eles ficarem menos dependentes, algumas simplesmente não querem estar presentes nesta etapa e cedo os bebês vão para o berçário, quando ainda precisam de ajuda todas as vezes que querem mudar de postura, que tenham fome, que tenham a fralda suja, que caiam ou simplesmente querem estar no colo, onde mais deveriam estar, sobretudo nos seus primeiros meses de vida.

Infelizmente, a escala de valores mudou. A mulher trabalhadora que tanto lutou para conseguir um pouco de igualdade no mundo laboral, deve afastar-se de seu filho para não perder tudo aquilo que conquistou e um estranho, ou um familiar na melhor hipótese, fica encarregado de cuidar de todas as necessidades de seu bebê durante a sua ausência.

 

A sociedade deveria reflexionar sobre como estamos cuidando do bem mais  precioso deste mundo…

os bebês!

 

A criação de um bebê não é algo que possa ser exercida de igual forma pelo homem e pela mulher, a não ser que cedo se rompa o vínculo entre a mãe e o filho e trocamos o leite materno por um artificial, que mesmo que seja bom não será tanto quando comparado com o leite que uma mãe possa dar ao seu filho, o leite materno sempre será o melhor e por isso é recomendável amamentar por no mínimo um ano e um ano deveríamos poder estar com os nossos filhos, ajudando-lhes, cuidando-lhes até que pelo menos possam caminhar e se divertir com os amiguinhos que possam fazer no maternal.

 

A pisada de um bebê

Pelo menos até aprenderem a caminhar os bebês deveriam ficar com suas mães

Pelo menos até aprenderem a caminhar, os bebês deveriam ficar sob os cuidados da mãe, ademais de serem alimentados exclusivamente com o leite materno até os seis meses (sempre que possível) e depois ir incorporando aos poucos a alimentação complementar e, claro, sem tirar a amamentação até que faça pelo menos um ano e, se possível mais, já que a OMS recomenda prolongá-la até os dois anos de idade.

Assim que nós mulheres não deveríamos seguir lutando pela igualdade, senão para que VALORIZEM A DIFERENÇA, porque a sociedade está esquecendo que ser mãe já em si um trabalho e o mais importante do mundo!

 

Os meus parabéns a todas as mamães!

 

© Cleidilene Oliveira

 

 

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